Aqui poderá encontrar algumas publicações de referência, principalmente relacionadas com os sectores do Ambiente e Florestal.

A identificação das espécies de árvores na natureza atende em primeiro lugar ao local onde ocorrem e, em seguida, ao aspeto e variação fisionómicos e às características morfológicas. É especialmente importante atender às seguintes características:

  1. Região do país e sua altitude, implantação no terreno (em situação de encosta, de vale, de cumeada ou plana), se ocorre algum tipo especial de solo e qual a característica do sítio face às disponibilidades de água no solo;

  2. Se se trata de árvore sempre verde ou com a copa despida de folhas no período invernal;

  3. Qual a dimensão da árvore e o arranjo dos ramos e da copa;

  4. Que tipo de folhas, frutos, flores e casca apresenta. Para identificar as árvores mais comuns não são necessários profundos conhecimentos de botânica ou ecologia. Hoje em dia existem já diversos guias e manuais de campo e páginas da Internet, com imagens que facilitam a identificação. Se a identificação não for conseguida in loco, é importante guardar folhas, frutos ou outras partes (sem danificar desnecessariamente as plantas) para posterior observação e análise ou , ainda, fotografar as partes mais relevantes. Há contudo que ter em atenção que muitas das árvores com que nos cruzamos podem não ser autóctones do Continente: são os casos das nogueiras, dos plátanos, das tílias, dos eucaliptos, das acácias, das olaias, do cipreste-do-Buçaco e de muitas outras, incluindo as espécies características da Laurissilva da Madeira e dos Açores.

O presente documento procura clarificar o papel das florestas e da silvicultura na rede ecológica Natura 2000, a fim de facilitar a aceitação desta rede entre os operadores florestais. O documento apresenta uma panorâmica geral do conceito «Natura 2000», do quadro jurídico para a conservação da biodiversidade e dos requisitos específicos da Directiva Habitats, bem como da importância das florestas europeias no contexto geral de conservação da natureza. Fornece, seguidamente, orientações indicativas para a gestão das florestas nos sítios Natura 2000. Estas orientações baseiam-se nas interpretações existentes do acervo europeu em matéria de conservação da natureza, nas iniciativas para promover a gestão sustentável e multifuncional das florestas (GSF) (Conferência Ministerial para a Protecção das Florestas na Europa) e na bibliografia pertinente. O presente documento parte da premissa de que o património natural da Europa foi transformado por séculos de utilização humana e de que a conservação e a utilização sustentáveis deste património nos sítios Natura 2000 exige uma série de medidas que vão desde a ausência de actividades ou a redução das actividades ao mínimo até vários regimes de utilização sustentável. Isto pressupõe que os intervenientes possam chegar a um compromisso entre os objectivos de conservação da natureza e os da produção económica. O intuito da rede Natura 2000 não é bloquear toda e qualquer actividade económica nos sítios designados, mas exige que a gestão de cada sítio seja adaptada às circunstâncias locais e tenha tanto em conta as exigências de conservação da natureza como as da produção económica.

Neste folheto poderá consultar algumas das variadíssimas plantas que se podem encontrar no Parque Natural de Sintra-Cascais (PNSC).

"Nos últimos 30 anos ocorreram mudanças extraordinárias no domínio tecnológico. Estas alterações, enquadradas num ambiente social, também ele em constante adaptação, conduziram a uma nova relação do ser humano com o meio onde se insere. É neste contexto que identificamos actualmente um afastamento, dos indivíduos e suas famílias, da Natureza e consequentemente do espaço florestal. O presente “Guião de Educação Ambiental” pretende contribuir para a aproximação da população escolar, alunos e professores de forma muito directa e a Sociedade por influência daqueles, à Floresta, recuperando, por um lado a ligação fundamental ao espaço natural por excelência e por outro reavivando o respeito pelas florestas, tão necessário ao equilíbrio do ambiente global. O conhecimento e a educação de cariz florestal dos nossos jovens e suas famílias ao longo de todo o percurso escolar de nove, doze anos, desde o primeiro ciclo até ao último ano do secundário, é condição necessária para ser formatada uma relação saudável e profícua com o meio ambiente no qual nos integramos. A inserção de matérias florestais nos curricula dos estudantes portugueses, com carácter regular, ano após ano, era uma aspiração antiga desta Direcção-Geral dos Recursos Florestais, que agora vemos concretizada. Temos, pois, a certeza de que, a prazo, as Florestas voltarão a povoar o imaginário dos Portugueses contribuindo para, num esforço conjunto e persistente, a estabilização real do ecossistema do qual fazemos parte."

Este Guia, encontra-se dividido da seguinte forma:

  • Seção A: introduz a floresta, os diferentes tipos de floresta e os fatores que determinam estas diferenças.

  • Seção B: ilustra os diversos Biomas florestais e as principais diferenças entre eles.

  • Secção C: descreve as inúmeras formas de benefícios que as florestas prestam, como a biodiversidade florestal, serviços dos ecossistemas florestais, e usos culturais e recreativas das florestas.

  • Secção D: aborda as ameaças às florestas.

  • Secção E: apresenta o que várias entidades fazem para garantir um futuro melhor para as florestas mundiais, e explica como podemos nos envolver nesta causa.